A designação de Gralhas é um zootopónimo, traduzindo a abundância de gralhas.
A aldeia situa-se num planalto, na Serra do Larouco, nascente do Rio Cávado.
A história da freguesia de Gralhas é milenar. Segundo alguns autores, por aqui cruzaram estradas romanas, passando pelo "
opidum" romano, hoje relembrado pelo lugar de Castelo Romão (castro romano).
Nesta terra, aparece, com alguma frequência, cerâmica com fortes sinais de romanização. Para além desta referência arqueológica, outra merece idêntico destaque. Falamos da "
villa de Caladunum". São vários os textos que a ela se referem, informando existir no local um edifício quadrangular abobadado, em pedra, muita dela reutilizada na construção da actual igreja paroquial.
O foral de Gralhas foi dado, em 20 de Setembro de 1310, por El Rei D. Dinis. Foi um Curato da Sé de Braga tendo, mais tarde, passado a Vigararia.
As principais actividades económicas situam-se nas áreas da agricultura e pecuária, mormente na criação de bovinos, caprinos e ovinos. O artesanato não é rico produzindo-se artefactos de carpintaria, ferraria e linho.
Património cultural e edificado: Igreja matriz, Capela de Santa Rufina, edifícios da antiga Casa do Povo, da Escola Primária e da Residência Paroquial, Fonte Fria, Fonte do Bárrio, forno do povo, moinhos de água e diversos cruzeiros seculares.
Outros locais de interesse turístico: Adro e zona da igreja, lugar do Castelo Romão.
Gastronomia: Cabrito e cordeiro assados, vitela de Barroso e enchidos de porco.
Artesanato: Carpintaria para a lavoura, ferraria de forja, toalhas de linho, croché, tricot, rendas, meias e camisolas de lã.
Alojamento:
Casa senhorial de construção granítica que remonta ao século XVIII, ano de 1780. Esta casa já foi património e residência de ilustres barrosões. Aqui nasceu, em 1848, o Padre João Alvares de Moura que cursou várias disciplinas no Seminário Concíliar de Braga. Aqui também faleceu, em 1920, doando todos os seus bens à diocese de Braga para a fundação de um seminário menor neste edifício.
Esse seminário funcionou de 1921 a 1925 sendo o primeiro estabelecimento de Ensino Secundário do Distrito de VIla Real.
Posteriormente foi transformada em casa agricola. Em 2002, depois do parecer favorável do I.P.P.A.R., foi considerado Imovel de Interesse Municipal pela Assembleia Municipal.
Recuperada para Turismo Rural no Espaço/Rural, possui 3 quartos duplos e 3 suites para hospedes, biblioteca, patio, jardim, passeios pedestres, passadiço, eira, sala de reuniões e um raríssimo relógio de sol em granito.
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