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Estatísticas da Freguesia
 
    
POPULAÇÃO E TERRITÓRIO

Variável Valor Unidade Ano
Área

20,8

Km2 2004
Dimensão Média da Família

2,0

N.º 2001
População Total

339

Indivíduos 1991
População Feminina

168

Indivíduos 1991
População Masculina

171

Indivíduos 1991
População Total

235

Indivíduos 2001
População Feminina

116

Indivíduos 2001
População Masculina

118

Indivíduos 2001
População dos 0-14 Anos

12

Indivíduos 2001
População dos 15-24 Anos

18

Indivíduos 2001
População dos 25-64 Anos

115

Indivíduos 2001
População com mais de 65 Anos

90

Indivíduos 2001
Famílias

115

N.º 2001

Evolução da População Tipos da População



HABITAÇÃO

Variável Valor Unidade Ano
Edifícios

346

N.º 2001
Alojamentos

346

N.º 2001
Edifícios

317

N.º 1991
Alojamentos

318

N.º 1991

Evolução na Habitação


ELEITORES

Variável Valor Unidade Ano
Eleitores

283

Indivíduos 2002
Eleitores

274

Indivíduos 1999
Eleitores

298

Indivíduos 1991

Evolução dos Eleitores
    
EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS EXISTENTES NA FREGUESIA

Educação:
  • Escola Primária (desactivada)

Serviços/Equipamentos Sociais:
  • Sede da Junta de Freguesia

Culturais:
  • Forno do Povo
  • Salão de Festas (junta de freguesia)

Lazer e Desporto:
  • Campo de Futebol

 
COMÉRCIO E INDÚSTRIA


Cafés:
  • Café 25 - Telefone: 276 535 076
  • Café Pial - Telefone: 276 535 126
  • Café Fernanda - Telefone: 276 536 248

Alojamento:

Casa senhorial de construção granítica que remonta ao século XVIII, ano de 1780. Esta casa já foi património e residência de ilustres barrosões. Aqui nasceu, em 1848, o Padre João Alvares de Moura que cursou várias disciplinas no Seminário Concíliar de Braga. Aqui também faleceu, em 1920, doando todos os seus bens à diocese de Braga para a fundação de um seminário menor neste edifício. Esse seminário funcionou de 1921 a 1925 sendo o primeiro estabelecimento de Ensino Secundário do Distrito de VIla Real. Posteriormente foi transformada em casa agricola. Em 2002, depois do parecer favorável do I.P.P.A.R., foi considerado Imovel de Interesse Municipal pela Assembleia Municipal.
Recuperada para Turismo Rural no Espaço/Rural, possui 3 quartos duplos e 3 suites para hospedes, biblioteca, patio, jardim, passeios pedestres, passadiço, eira, sala de reuniões e um raríssimo relógio de sol em granito.

GEOGRAFIA

A freguesia de Gralhas fica situada num planalto, na base da serra de Larouco. Dista a menos de 10 quilómetros da sede do concelho. Terra de montanha, de muito gado bovino, caprino e ovino, encontra na pecuária e na agricultura as suas principais actividades económicas. A bela igreja domina imponentemente toda a aldeia. Mais alto ainda, a caminho do Larouco, está o Castelo Romão.
Segundo Júlio Montalvão Machado passaria aqui uma estrada romana, provavelmente secundária que faria a ligação com a que se dirigia de Chaves a Tui. O seu percurso seria através do Vale de Sala, passando por Videferre, Vilar de Perdizes, Gralhas e Padornelos até contactar com a Via XVIII em Ganceiros. 
Jerónimo Contador de Argote havia indicado uma outra, de Braga a Chaves, que passava perto de Gralhas, no lugar de Ciada, onde teria existido a celebérrima "Caladuno", importante cidade barrosã existente há cerca de 2.000 anos. Fala dela o itinerário romano do imperador Antonino, que a situa entre Braga e Chaves a 30.000 passos do Presídio (Codeçoso do Arco). Perto há um castro, sabendo-se ainda que na área da freguesia existiu um importante "oppidum", hoje conhecido pelo "Castelo Romão". Mas quanto à provável localização de "Caladuno", no lugar de Ciada, as opiniões dividem-se. O certo é que pelo menos uma "villa" romana ali existiu, pois há alguns anos apareceu ali muita tégula e cerâmica fina, sinais evidentes de romanização.
A respeito disso, e informado pelo Pe. José dos Santos Moura, natural deste concelho de Montalegre, Pinho Leal, por volta de 1875, escreveu: "No sítio chamado Ciada estão umas construções subterrâneas de tempos remotos. É um quadrilongo formado por uma parede de cantaria, com uma só entrada. Dentro deste recinto há outra parede concêntrica, com uma porta em frente da exterior, e outra na parte oposta, ficando entre as duas paredes um corredor. O quadrilongo do centro é todo lajeado de pedra de cantaria, e sobre ele estão 18 pirâmides (em 3 renques de 6) tendo cada uma chumbado um gancho de ferro. Sobre estas pirâmides fecha uma abóbada de pedra, e nos quatro ângulos desta, vão crescendo para cima, juntamente com as paredes, quatro chaminés, com vestígios de nelas se ter feito lume por muito tempo. Sobre a abóbada está uma sala ladrilhada de grandes tijolos, assentados em argamassa; tudo de robusta construção e mostrando ter havido outra abóbada sobre a primeira. Muita pedra desta abóbada foi para a igreja de Gralhas que fica perto. Está este singular monumento a uns 3 metros debaixo do solo, em um outeiro cultivado. Foi descoberto em 1704, quando um homem, andando a lavrar, e outro a arrancar pedra, acharam esta gruta artificial. O juiz de fora de Montalegre, o Dr. Roberto Carlos Ribeiro, e muita gente com luzes desceram por essa ocasião a esta cavidade, que percorreram e examinaram, não podendo porém correr outras obras que há contíguas a esta. É isto com toda a probabilidade obra dos romanos, mas não se pode aventar a aplicação que lhe davam. O padre Argote diz que próximo a esta construção existiu a cidade de Caladuno".
Gralhas foi titular de uma carta de foral concedida por D. Dinis em 20 de Setembro de 1310, com disposições muito semelhantes às de Montalegre, e dirigida colectivamente aos moradores da povoação. A paróquia foi um curato da apresentação de uma terçanaria da Sé de Braga e passou a vigairaria, tendo o vigário um rendimento de 2 mil réis. No Numeramento de 1527, a freguesia registava 44 fogos.
Por esta freguesia passaram as forças de Paiva Couceiro quando, em 1912, se dirigiam para Chaves durante o movimento tendente a derrubar a República e restaurar a Monarquia. Foi a denominada 2.ª Incursão Monárquica que, tal como a anterior, resultaria num verdadeiro fracasso. A frente de mais de 500 homens, Paiva Couceiro, exilado na Galiza, atravessou a fronteira ao fim da tarde de 6 de Julho, passando a noite na pequena aldeia de Sendim. Pelas 5 horas da manhã seguinte, os rebeldes viravam as costas a Montalegre descendo até Padornelos. Gralhas é atravessada ao fim da manhã. E domingo e hora de missa. Um misto de incredulidade e de terror passou pelas almas das gentes da freguesia que não souberam como reagir. Mas Paiva Couceiro também pouco tempo lhes deu para isso, pois tão depressa chegou como partiu, não se registando qualquer escaramuça.
Durante parte da década seguinte, funcionou nesta freguesia, um seminário eclesiástico. Na sua génese esteve um homem: o Pe. João Alvares Fernandes de Moura. Nascido em Gralhas a 9 de Julho de 1848 concluiu a instrução primária na sua terra natal. Em 1862, cursou Português e Latim; Francês e Latinidade em 1863; Filosofia em 1864; Oratória em 1865; Geometria e Geografia em 1867. Estudou Teologia no Seminário Conciliar de Braga de 1868 a 1870. Começou a vida paroquial em Gralhas, no ano de 1876. De 1878 a 1920 foi procurador e secretário do Seminário de Braga. Neste último ano regressou à sua casa de Gralhas, onde faleceu em 22 de Setembro de 1920. Senhor de uma razoável fortuna, doou todos os seus bens à diocese bracarense "para a fundação de um Seminário Menor em Gralhas". Efectivamente a sua casa transformou-se num seminário que abriu em 6 de Janeiro de 1922, funcionando durante quatro anos, com os 1.° e 2.° anos de Seminário Menor.
Gralhas foi ainda berço de outro vulto importante, também sacerdote: António Gonçalves Calado. Aqui nascido durante o século XVIII, residiu no Rio de Janeiro durante bastante tempo. Pessoa de grandes posses, aplicou os seus dinheiros na fundação do vínculo de Nossa Senhora de Belém, com sede na Capela de Santa Rufina, em Gralhas.





        


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