O Partido Socialista foi o preferido pela maioria dos habitantes de
Gralhas apurados que estão os resultados das eleições europeias, sufrágio ocorrido no primeiro domingo deste mês. O PS arrecadou 49 votos contra 38 do PPD/PSD. Uma vitória que contrastou com o que aconteceu, em termos globais, no concelho de Montalegre e no resto de
Portugal onde a força politica vencedora foi o PPD/PSD.
RESULTADOS EM GRALHASAbstenção: 67,09%
Nulos: 0,97%
Brancos: 1,94%
Número de eleitores inscritos - 313
Votantes - 103
Votos brancos - 2
Votos nulos - 1
BE - 5
PCP/PEV - 0
PPD/PSD - 38
MPT - 1
PPM - 0
MEP - 1
PS - 49
CDS/PP - 5
PNR - 0
MMS - 0
PCTP/MRPP - 1
POUS - 0
PH - 0
MEMBROS DA MESA DE VOTOPresidente - Henrique Ferreira Moura
Suplente - Manuel Barroso Machado
Secretário - Ligia Marques Ferreira de Moura
Escrutinador - Isabel Maria Machado
Escrutinador - Maria Isabel Chaves Carneiro
DESAFIOS PARA
2009-2014Apresentamos aqui uma selecção de algumas das principais questões sobre as quais os deputados eleitos para o Parlamento Europeu serão chamados a pronunciar‑se e que incluem serviços financeiros, política social, alterações climáticas, alargamento da UE, imigração, terrorismo, segurança, agricultura e aplicação do Tratado de Lisboa, se e quando este Tratado for ratificado por todos os Estados-Membros.
Assuntos Económicos e Monetários A crise do mercado financeiro, que deixou o sistema bancário à beira do colapso no Outono de 2008, está agora a ter impacto no resto da economia, dado que a compressão do crédito afecta as despesas dos agregados familiares e o investimento industrial. A melhoria do quadro de regulamentação financeira da Europa será um tema crucial para o próximo Parlamento Europeu.
Emprego e protecção social na Europa A luta contra as consequências da crise económica, o impacto da mudança demográfica e a preservação do modelo social europeu são outros desafios que os eurodeputados que forem eleitos terão de enfrentar. Os eurodeputados serão igualmente chamados a pronunciar‑se sobre o seguimento de uma série de dossiers debatidos na legislatura 2004‑2009.
Alterações climáticas/energia
As alterações climáticas representam um desafio crucial para a humanidade. Será difícil, e contudo insuficiente, aplicar a legislação comunitária adoptada para as combater. A UE deve, simultaneamente, prosseguir as conversações com vista à negociação de um regime climático pós‑Quioto aplicável em todo o mundo, que deverá ser aprovado em Copenhaga no final de 2009.
Assuntos externos Os desafios no domínio dos assuntos externos incluem a substituição do caducado Acordo de Parceria e Cooperação com a Rússia, a prevenção da interrupção do fornecimento de gás russo através da Ucrânia, a eliminação das barreiras não pautais ao comércio com a China, a procura de uma solução para o conflito israelo‑palestiniano e o acompanhamento dos progressos para a conclusão de acordos de associação com a América Latina.
Alargamento A Bulgária e a Roménia, que aderiram à UE em 2007, não serão os últimos países a aderir. A Croácia, a Turquia e a Antiga República Jugoslava da Macedónia são candidatos oficiais à adesão. Outros, como a Sérvia, o Montenegro e o Kosovo, têm igualmente “perspectivas” de adesão. Os debates sobre o grau de preparação destes países para a entrada na UE ocuparão um lugar de destaque na agenda do Parlamento durante os próximos anos.
Imigração A chegada, todos os anos, à UE, de numerosos imigrantes, por vezes em condições trágicas, obriga os Estados-Membros a cooperar na gestão dos fluxos migratórios. Neste domínio, qualquer política aplicada por um país tem consequências para o seu vizinho, nomeadamente no Sul da Europa. A construção de uma política de imigração equilibrada deve trazer benefícios tanto ao Norte como ao Sul da Europa.
Terrorismo/Segurança
Nos anos que se seguiram aos atentados de Nova Iorque, de Madrid e de Londres, os Estados-Membros reforçaram a sua coordenação na luta contra o terrorismo graças, nomeadamente, às plataformas de cooperação que são a Europol e a Eurojust. Na próxima legislatura serão estudadas novas medidas destinadas a prevenir actos de terrorismo. O equilíbrio entre segurança e protecção, por um lado, e vida privada e direitos fundamentais, por outro, constituirá igualmente um desafio importante.
Agricultura
Os deputados eleitos em Junho de 2009 participarão na preparação da próxima grande reforma da PAC, prevista para 2013. Os resultados desta reforma vão depender, em parte, da batalha orçamental que os Estados‑Membros deverão travar sobre o pós‑2013, bem como de outros factores, como a evolução da situação climática. Se for ratificado, o Tratado de Lisboa conferirá ao Parlamento Europeu o poder de co‑decidir com os ministros da agricultura sobre este dossier.
O Tratado de Lisboa Se e quando for ratificado pelos Estados-Membros da UE, o Tratado de Lisboa facultará o enquadramento jurídico e as ferramentas necessários para fazer face aos principais desafios com que a Europa se vê confrontada. Ao conferir ao Parlamento Europeu eleito por sufrágio universal mais poder no contexto do processo decisório da UE, em domínios como os assuntos internos, a agricultura e o orçamento, o Tratado tornará a UE, no seu conjunto, mais democraticamente responsável.
10 FACTOS QUE
DEVEMOS CONHECER
Nas eleições europeias realizadas nos 27 Estados-Membros da União Europeia entre os dias 4 e 7 de Junho, milhões de cidadãos europeus elegeram os deputados da presente legislatura do Parlamento Europeu, que termina em 2014.
Eis 10 factos que todos devemos conhecer sobre o Parlamento Europeu:
- O Parlamento Europeu é a única instituição europeia directamente eleita pelos cidadãos;
- O Parlamento Europeu aprova legislação aplicável aos 27 Estados-Membros da União Europeia;
- O Parlamento Europeu tem de aprovar a nomeação do Presidente e dos membros da Comissão Europeia, antes da sua entrada em funções;
- O Parlamento Europeu trabalha em 23 línguas;
- O Parlamento Europeu reúne-se em dois locais: Estrasburgo e Bruxelas;
- Os deputados ao Parlamento Europeu são eleitos nos Estados-Membros da União Europeia em termos proporcionais à dimensão do país, razão pela qual a Alemanha detém o maior número e Malta o menor número de eurodeputados;
- Os deputados ao Parlamento Europeu não têm assento em delegações nacionais mas sim em grupos políticos, em função das respectivas posições políticas;
- O Parlamento Europeu exerce um controlo democrático das actividades da Comissão Europeia e tem poderes para a demitir;
- O Parlamento Europeu dispõe de um poder de controlo do domínio económico e monetário e detém a última palavra sobre o Orçamento Geral da União Europeia;
- Em cada dia de sessão plenária no Parlamento Europeu consome-se, em média, o sumo de 3,5 toneladas de laranjas.